quarta-feira, 9 de novembro de 2011

A História da garrafinha de água

Prezados,
Retorno de uma viagem incrível pela amazônia, e quero retomar esse blog compartilhando este vídeo com vocês.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Dos videos interesantes



A pesar de la falta de movimiento de este blog que empezó con tanto ímpetu y entusiasmo, sigo creyendo que debemos estar conectados. Contribuyo compartiendo estos links que pueden interesarles.

Let's talk about food - Mark Bittman: Click acá

Food Matters: Click acá

¡Salud para todos!



domingo, 9 de outubro de 2011

Forks Over Knives - 2011




Aquí dejo el link para que vean el documental online. Está en inglés sin subtitular. Espero que igual puedan aprovecharlo. Por favor, ¡difúndanlo lo más que puedan!

Forks Over Knives

terça-feira, 13 de setembro de 2011

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Aprendendo

Caríssimos colegas de blog,
Já ouvi algumas pessoas dizerem que se o Prof. Kikuchi tivesse construído uma igreja e não uma escola, certamente teria muito mais sucesso e popularidade.
Concordo, e celebro a escolha pela escola.
Escolha mais difícil e menos popular, justamente porque não alimenta ilusões. Nem tampouco desilusões.
Afinal, os membros de uma igreja, seja qual for o credo, serão sempre os escolhidos, os preferidos do pai celestial, os acima da impureza do mundo, os supostamente mais elevados em suas próprias regras morais, ou em uma palavra, serão para eles mesmos, considerados melhores que os outros que não pertencem à sua religião.
Já os membros de uma escola, são apenas aqueles que por escolha, com suas variadas coleções de imperfeições, e justamente no exercício de reconhecê-las, estão tentando aprender, em tantos exercícios aperfeiçoadores.
Tomo assim a liberdade de discordar do comentário de Gilberto às palavras de Haru, com seu tempero marcante.
Criar ilusões ou desilusões são parte de um mesmo movimento, não vejo uma como melhor que outra. Igualmente distantes do que o Prof. Kikuchi chama de perceber, algo como o que os pitagóricos chamavam de saber ouvir.
Se alguém se muda para uma comunidade alternativa, ou para uma ecovila, ou para um mosteiro, achando que ali os seres humanos erram menos, ou são mais elevados; será apenas uma questão de tempo para se desiludir.
Um movimento perigoso porque a desilusão pode alimentar a infelicidade, a idéia que se não há um grupo especial em parte alguma, então é porque ninguém presta mesmo.
Muito cuidado e delicadeza nesta hora, porque os desiludidos políticos, amorosos, ideológicos, ecológicos podem acreditar tanto em sua desilusão quanto acreditavam em sua ilusão, e perderem os olhos para o belo/feio do mundo.
O que me comove no Prof. Kikuchi é sua alegria firme e transparente.
Será um iludido? acredito que não.
Será um desiludido? muito menos ainda, se me recordo de Espinosa e seu ensinamento de que o que aumenta minha potência de vida e a potência alheia, me alegra, e o que as reduz e nos diminui, são os encontros tristes.
Abraços a vocês.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Desilusión


Escuché al profesor en varias oportunidades utilizar los adjetivos "individual, matrimonial, familiar" uno luego del otro en referencia a distintas cuestiones. Me pregunto si no nos estaremos quedando sólo en el primer escalón.

Situación 1


Una cocinera experimentada pide que se separe a las cocineras novatas de las que no lo son. A pesar de que en algún momento fue aprendiz, no lo recuerda y no está dispuesta a acompañar a las nuevas generaciones.



Situación 2

Un hombre coquetea con una mujer soltera. Nunca le informa que está casado y es poco probable que su esposa sepa de sus galateos por fuera de su matrimonio.


Situación 3

Otro hombre habla de las maravillas de la solidaridad y aprovecha un favor. Cuando tiene la oportunidad de devolver el gesto, no responde los e-mails.


Situación 4

La persona encargada del transporte nunca termina de informarle al viajero a qué hora tiene pensado salir, ni siquiera es capaz de informarle que no está seguro a qué hora va a salir. El viajero queda imposibilitado de considerar otras opciones.


Todos estos ejemplos son reales y, en mayor o menor medida, me tuvieron como partícipe involutaria. Todos estos ejemplos involucran a personas relacionadas con la práctica macrobiótica por eso considero relevante exponerlas a mis compañeros de blog.

Yo creo que lo que todos estos ejemplos tienen en común es que las prácticas de estas personas son primordialmente individuales y autosatisfactorias (masturbatorias podría decirse). Ya sé, esa es gran parte de la esencia de la práctica macrobiótica, la autoeducación y bla, bla, bla. Llamenme naïve, ilusa, inmadura, ingénua o lo que quieran. A mí me interesa la gente y practico para mí pero hacia afuera también.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Earthlings (Terráqueos) - Legendado Português

Caros, compartilho esse maravilhoso documentário sobre a humanidade em sua relação com os outros seres vivos. Um comovente apelo pela vida.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Sobre o filme O Veneno Está na Mesa


Silvio Tendler: o veneno está na mesa do brasileiro

Silvio Tendler é um especialista em documentar a história brasileira. Já o fez a partir de João Goulart, Juscelino Kubitschek,Carlos Marighela, Milton Santos, Glauber Rocha e outros nomes importantes. Em seu último documentário, Silvio não define nenhum personagem em particular, mas dá o alerta para uma grave questão que atualmente afeta a vida e a saúde dos brasileiros: o envenenamento a partir dos alimentos.

Em O veneno está na mesa, lançado no último dia (25) no Rio de Janeiro, o documentarista mostra que o Brasil está envenenando diariamente sua população a partir do uso abusivo de agrotóxicos nos alimentos. Em um ranking para se envergonhar, o brasileiro é o que mais consome agrotóxico em todo o mundo, sendo 5,2 litros a cada ano por habitante. As consequências, como mostra o documentário, são desastrosas.

Em entrevista ao Brasil de Fato, Silvio Tendler diz que o problema está no modelo de desenvolvimento brasileiro. E seu filme, que também é um produto da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e pela Vida, capitaneada por uma dezena de movimentos sociais, nos leva a uma reflexão sobre os rumos desse modelo. Confira.

Brasil de Fato: Você que é um especialista em registrar a história do Brasil, por que resolveu documentar o impacto dos agrotóxicos sobre a agricultura e não um outro tema nacional?
Silvio Tendler: Porque a partir de agora estou querendo discutir o futuro e não mais o passado. Eu tenho todo o respeito pelo passado, adoro os filmes que fiz, adoro minha obra. Aliás, meus filmes não são voltados para o passado, são voltados para uma reflexão que ajuda a construir o presente e, de uma certa forma, o futuro. Mas estou muito preocupado. Na verdade esse filme nasceu de uma conversa minha com [o jornalista e escritor] Eduardo Galeano em Montevidéu [no Uruguai] há uns dois anos, em que discutíamos o mundo, o futuro, a vida. E o Galeano estava muito preocupado porque o Brasil é o país que mais consumia agrotóxico no mundo. O mundo está sendo completamente intoxicado por uma indústria absolutamente desnecessária e gananciosa, cujo único objetivo realmente é ganhar dinheiro. Quer dizer, não tem nenhum sentido para a humanidade que justifique isso que está se fazendo com os seres humanos e a própria terra. A partir daí resolvi trabalhar essa questão. Conversei com o João Pedro Stédile [coordenador do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra], e ele disse que estavam preocupados com isso também. Por coincidência, surgiu a Campanha Permanente contra os Agrotóxicos, movida por muitas entidades, todas absolutamente muito respeitadas e respeitáveis. Fizemos a parceria e o filme ficou pronto. É um filme que vai ter desdobramentos, porque eu agora quero trabalhar essas questões.

A Carne é Fraca

Prezados, compartilho o filme A Carne é Fraca, um trabalho de pesquisa minucioso, já citado anteriormente em postagem da Priscila.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

A História das Coisas (dublado em português)

Caros, compartilho esse vídeo que apresenta uma ótima síntese sobre alguns dos problemas e saídas para a preservação da vida nesse mundo.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Por Liniers, genio argentino.

CC: Consumo Colaborativo


Les dejo este dato que quizás ya conozcan. Se trata de una nueva tendencia, la del consumo colaborativo.
En Brasil, pueden explorar DescolaAi. En Argentina, hay varias GratiFerias en distintos lugares del país. El lema de la gratiferia es "Trae lo que quieras (o nada) y llevate lo que quieras (o nada)". Es decir, no hay idea de reciprocidad.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Bolinho doce de arroz integral

Conforme disse num dos comentários que fiz esta semana num dos artigos, posto agora uma receita que sempre faço aqui em casa, pelo menos a cada quinze dias. Recentemente estive no Rio de Janeiro, no restaurante do Pedro, o Metamorfose, e lá, numa semana, fiz uma produção de bolinhos doce de arroz integral. Depois que voltei para minha casa em Sorocaba, o Pedro me mandou um e-mail dizendo que uma cliente havia adorado o bolinho e queria saber a receita. Então escrevi para esta cliente a receita, a qual estou postando agora aqui no blog. É um pouco trabalhosa, mas tem um resultado muito bom. E como o que é trabalhoso é que fortalece, então a realização prática desta receita fortalece não apenas pela ingestão deste bolinho que é uma delícia e muito nutritivo, mas também pelo procedimento de o fazer.


" Michele, para esta receita o arroz a ser utilizado deve ser o arroz cateto, grão curto, sem grãos vermelhos, só grãos amarelos, preferencialmente arroz orgânico. 3 xícaras de arroz conforme você disse é muito pouco para uma receita, precisa ser no mínimo 7 xícaras, a ser cozido na panela de 4,5 litros ou então 7 litros. Não coloca-se para bater no liquidificador e nem deixa-se de molho, apenas lava-se o arroz e coloca-o inteiro na panela de pressão, cozinhando com água mineral e sal marinho apenas (para 7 xícaras de arroz integral, utilizo 8 xícaras e meia de água e 3 boas pitadas de sal). Existem inúmeras formas de cozinhar o arroz, mas para esta receita é melhor que seja desta maneira que estou lhe dizendo. Não sei se você utiliza pressão extra para cozinhar o arroz, com uma pressão mais forte (extra) o arroz vai ficar mais doce e conseqüentemente o bolo de arroz também. Depois de desligar a panela, deixa descansar no máximo uns 10 minutos e então tira toda a pressão, cozinhando o arroz de uma maneira que não fique muito úmido, porque se ficar muito úmido atrapalha. Deixa-se a panela aberta até esfriar. Se possível, pode tirar o arroz mesmo quente e colocar numa vasilha de vidro ou porcelana para aí esfriar. Bom, o arroz está cozido e esfriando. Depois que esfriar em temperatura ambiente (não usar geladeira), pulveriza-se sobre este arroz mais ou menos 10 a 15 % de farinha de trigo integral, mexendo o arroz com a mão e gradativamente adicionando esta farinha por todo o arroz de maneira uniforme. Aí depois, com as mãos, forma várias bolinhas do tamanho mais ou menos de uma laranja bem pequena com este arroz que já está pulverizado com a farinha de trigo integral (esta farinha não deve estar misturada com farinha branca, e deve ser a farinha de trigo integral fina, isto é, moída bem fininha, de preferência moída recentemente, isto é, com data de produção recente, isto é bem importante). Agora está todo este arroz pulverizado com a farinha e em forma de bolinhas. Bom, agora é preciso ter um moinho de cereais para moer estas bolinhas, colocando uma de cada vez e apertando com uma das mãos contra o fundo do moinho e girando a manivela do moinho com a outra mão, acomodando o que está sendo moído, isto é, o que está saindo do moinho num recipiente, que pode ser uma assadeira que não esteja untada. Depois de tudo moído, pega-se esta assadeira onde ficou todo este arroz moído e tampa-se com uma outra assadeira ou então com algum vasilhame e deixa-se descansar dentro de um forno desligado ou então dentro de um armário da cozinha ou algum outro lugar que não esteja exposto ao vento. Em dias quentes, esta massa de arroz deve ficar descansando de 6 a 8 horas. Em dias frios, deve-se descansar de 10 a 12 horas ou até mais um pouco. É neste ponto de descanso que está um dos segredos desta receita, isto é, vai estar no ponto exato de descanso quando pegando um pouquinho da massa e colocando na boca, vai sentir um gosto bem doce, que é devido à fermentação do amido do arroz que está transformado em glicose e por isso o gosto bem doce. Quando sentir que este ponto exato chegou, deve-se colocar toda esta massa numa outra (numa outra !!!) assadeira previamente untada com óleo (preferencialmente óleo de girassol ou gergelim, orgânico) e depois pulverizada com farinha integral, chacoalhando a assadeira para que a farinha se espalhe bem sobre o óleo o qual untou a assadeira. Aí coloca-se, então, esta massa toda que está na outra assadeira para esta nova assadeira untada e pulverizada com farinha de trigo integral, espalhando a massa de arroz de maneira uniforme por toda a assadeira, mantendo uma altura uniforme de toda esta massa na assadeira. Bom, aí depois coloca-se esta assadeira num forno previamente aceso e com a chama bem baixinha (bem baixinha mesmo !!!, o mínimo do forno, obviamente sem o risco de a chama se apagar). Deixa-se cozinhando neste forno com fogo baixinho por uma hora e meia, até duas horas, ou até mais, dependendo de como a massa estará, isto é, não deve estar nem um pouco queimada e sim deve estar dourada, que é a cor deste bolo de arroz doce. E, conforme lhe disse, este bolo é doce por causa da fermentação do amido que transforma-se em glicose. Assim como existem diversos tipos de arroz integral, uns mais novos, outros mais velhos, uns mais secos, outros mais úmidos, uns menores, outros com grãos maiores, etc., então não existe uma receita exata, mas sim existe esta receita básica. Normalmente quando faço com um arroz que ainda não tinha feito, na primeira receita fica quase ótimo, mas aí numa segunda receita preciso colocar um pouco a mais de farinha na hora de pulverizar o arroz para ser moído, ou então um pouco a menos, ficando ótimo o resultado final. E também o tempo de fermentação enquanto está descansando esta massa varia muito, sendo estes tempos mais ou menos o que lhe disse antes. É importante ressaltar que quando for pulverizar a farinha de trigo integral, jamais o arroz integral poderá estar quente, deve estar frio, na temperatura ambiente, pois se estiver quente vai cozinhar a farinha (que é um pó que facilmente se cozinha) e então anular o efeito que se quer, que é usar a farinha para provocar a fermentação da massa de arroz. Se usar o arroz conforme você faz normalmente, que é batendo no liquidificador (socar o arroz) e depois deixando de molho, não fica legal para esta receita, pois depois de moer este arroz vai acabar ficando muito mole a massa. Agora, quando se faz o arroz da maneira que lhe disse, isto é, o arroz inteiro cozido na pressão extra, o arroz fica mais firme, fazendo com que no final a massa também fique mais firme. Nesta receita, eu disse para colocar toda a massa na assadeira e assim assar, para depois então de assar e esfriar poder cortar em pedaços. Não se deve cortar os pedaços com a massa quente depois que saiu do forno, pois se cortar assim vai acabar despedaçando o bolo, é preciso deixar esfriar bem. Aqui em casa eu desligo o forno tipo de noite e só vou voltar para cortar este bolo no dia seguinte, quando já está bem fria a massa, na temperatura ambiente. Existe também a possibilidade de assar em forminhas de empada, várias forminhas untadas em óleo e depois pulverizadas com farinha de trigo integral, gerando no final vários bolinhos (daí o nome bolinho de arroz doce). Mas eu prefiro fazer uma massa inteira, porque nas várias vezes que fiz em forminhas ficou difícil desenformar, isto é, grudava, despedaçava, etc., mas às vezes dava certo. Já no formato de bolo feito com a massa inteira, sempre deu mais certo. Eu aconselho de início fazer em formato de bolo, depois, com o tempo, aí você vê se quer tentar da outra forma. Este bolo dura na geladeira até uns 10 dias. Mas é legal que se não deixar na geladeira, fora da geladeira com o passar do tempo ele vai ficando cada vez mais doce, só que neste caso vai durar no máximo uns 5 ou 6 dias. Pode, se quiser, até guardar no congelador, dura muitos meses, mas aí tem o inconveniente de que quando for descongelar fica um bolo com um gosto menos saboroso, perde um pouco o gosto delicioso, e também o inconveniente de que comida congelada perde em grande parte a vitalidade do prato, continua tendo os mesmos componentes nutritivos (sais minerais, carboidratos, magnésio, etc.), mas do ponto de vista macrobiótico perde em grande parte o poder de vitalização, perde a vitalidade. Bom Michele, a receita é esta. É claro que o maior segredo de todos nesta receita não tem como lhe passar, que é a experiência de fazer esta receita várias vezes por anos seguidos, até chegar o ponto de toda vez que se faz, dá certo e não desanda. Mas mesmo se desandar, o máximo que acontecerá é que ficará mole demais ou então esfarelado (se usar muita farinha vai esfarelar). Tendo feito por vários anos seguidos este bolo doce de arroz integral, o qual não usa açúcar de maneira alguma, e fica extremamente doce por causa da fermentação do arroz, aprendi a dialogar com cada etapa da realização da receita, passando o máximo de carinho, atenção e dedicação a cada etapa, fazendo com que no final este prato “macrobiótico” que fiz responde na mesma altura o devido tratamento, isto é, fica uma delícia e, além do mais, muito saudável e nutritivo. Hoje em dia todo mundo sabe que comer tais e tais alimentos faz muito bem para a saúde, mas comer um alimento só porque faz bem para a saúde não é suficiente. Hipócrates, o pai da Medicina, disse que para um alimento fazer bem é necessário que, antes de mais nada, seja muito saboroso. É aí, neste ponto, que entra a Arte Fundamental da Vida, a arte desenvolvida pela dona Bernadete Kikuchi, que é a mãe da maioria das receitas macrobióticas que eu conheço, sendo para ela quem devemos o maior agradecimento por esta e por tantas outras receitas macrobióticas que conhecemos e precisamos ainda reconhecer muito. É que conhecer o valor de uma coisa é fácil, mas é preciso reconhecer, confirmar mesmo o valor. É óbvio que esta receita é uma das pérolas da macrobiótica autêntica, é um prato que é uma delícia. E mesmo que seja possível até ganhar um bom dinheiro comercializando este bolinho doce de arroz, é mais importante ainda, sempre que for fazê-lo, procurar passar o máximo de sentimento e cuidado, utilizando os melhores ingredientes, pensando principalmente na saúde e benefício vital de cada um que vai ingerir um alimento desta qualidade e deste nível. Eu te passei o que seria básico para uma receita, normalmente eu cozinho até umas 15 xícaras de arroz, para aproveitar todo o esforço e trabalho requerido para fazer esta receita, e também para aproveitar bem a fornada. A receita é esta, qualquer dúvida me escreva. Bom proveito !!! "

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Terceiro Elemento

Quero recordar uma postagem da Mecedes em que ela contou de forma muito comovente seu encontro de confirmação da terceira força. E essas últimas postagens sobre homem e mulher me lembraram disso.
Qual é a terceira força nesse binarismo homem/mulher? Qual é o elemento Rang dessa pareja? como é o terceiro elemento dessa diferença sexual? terceiro elemento que desequilibra e bota a roda prá rodar.
Nem estou querendo falar aqui de terceiro sexo, ou quarto ou quinto, nem de curiosas experiências de intersexo, de transexualismo, ou de GBTLS (movimento dos gays, bissexuais, transexuais, lésbicas e simpatizantes).
Acho que o terceiro elemento é o devir.
Uma mulher não nasce pronta, um homem também não. O devir-mulher, o tornar-se em certa medida, o fazer-se mulher pode ser pretensão, ou intenção de um ou de outro. O devir-homem mesma coisa.
Não estou negando as imensas e maravilhosas diferenças que existem no fato de ter o cromossomo XX ou XY, ou XXY em alguns casos.
Mas, se arriscarmos dizer, genericamente, uma qualidade que todas as mulheres compartilham, ou uma característica de todos os homens: por exemplo, as mulheres são intimistas, ou, os homems gostam de falar. Acho que vamos sempre errar.
Pelo simples fato de que vamos conhecer mulheres que não são intimistas e homens que não gostam de falar. E não me parece auto-educativo, ou vitalício, ou flexível, nem solidário, acharmos que nós vamos dizer quem está certo e quem está errado de ser o que é.
Todos nós vamos construindo movimentos de identidade e de desidentidade, portadores de devir-mulher e devir-homem que somos.
O poeta brasileiro Caetano Veloso cantou: "Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é."
Por outro lado, não advogo aqui um relativismo ingênuo, um "Vale tudo, vale o que quiser".
Não acredito em relativismo irresponsável, e acho que o simples relativismo leva ao niilismo estúpido (nada faz diferença, então tudo dá no mesmo). Pelo contrário, acredito na busca e na construção permanente do Krytèrion, para lembrar essa concepção grega da ferramenta do discernimento.
Mas, ninquém é dono da verdade absoluta nem mesmo sobre si, o que dirá sobre outros e os planos da natureza.
Essa estatística com a qual a Mercedes nos brindou é muito reveladora, essa e a postagem do Gilberto me lembram uma leitura que quero compartilhar com os caros colegas desse blog, "Vida para Consumo" de Zygmund Baumam.
Abraço a vocês.


MUNDO AO AVESSO (AL REVÉS)



É muito gratificante podermos estar aqui a tentar sonhar com um outro mundo possível . Me quedo gratificado de estar a refletir sobre as circunstâncias , as possibilidades e caminhos que possam vislumbrar este outro mundo . Sou agradecido de te ter como interlocutora, Mercedes, e faço estes comentários, não como uma resposta a tua postagem somente , pois penso ser oportuna a participação de mais pessoas nesta análise da realidade.
Te confesso que vejo o mundo ao avesso . Cada sexo tem características próprias que cada vez mais estão se subvertendo .Os homens são para fora, gostam de ser ouvidos ,são mais mentais, racionais, ativos, aventureiros, extrovertidos, geométricos ......, as mulheres são para dentro , gostam de falar, são mais sentimento, intuitivas, passivas, domésticas, introvertidas, estéticas.........Estas são características próprias , originais , autênticas, que predominam e caracterizam cada sexo . Hoje no entanto vemos todos , digo a grande maioria da população, umbilicalmente presa a esta sociedade de consumo, disposta a tudo para satisfazer seus desejos de consumo. Vale tudo para ter acesso o todos os bens de consumo que se possa adquirir . Vale tudo para satisfazer ao paladar , a aparência, ao conforto , a ostentação . Tudo tem que ser produzido com um alto custo ambiental conforme já atestaram outras postagens, como da Priscilla e do Ricardo por exemplo.

Por conta desta ânsia consumista todos caíram no mercado de trabalho .

As feministas cometem , a meu ver , um grande engano . Querem uma igualdade impossível .

Pergunto : A que preço? O que representa isto em termos de prejuízos as nossas características originalmente humanas , de homem e de mulher? Hoje a síndrome dos ovários policísticos é cada vez mais comum e esta é uma doença masculinizante. É comum ver mulheres com pêlos, barba e voz grossa .Pois as mulheres estão agindo e pensando como homens. Assim como aumentou enormemente o número homens afeminados ( não sou homofóbico, tenho grandes amigos homossexuais, no entanto, faço esta reflexão baseada numa perspectiva de resgate do que é o original ). Eu tenho amigos homens que são os responsáveis pela elaboração do almoço , pois as suas mulheres trabalham mais do que eles. E nesta confusão toda quem tem razão???

Subverter a ordem do universo tem necessariamente um custo, quer nós queiramos ou não , quer nós saibamos ou não .

Te vejo Mercedes, como alguém que vê o mundo de pernas para o ar e com uma louca vontade de botar uma ordem nas coisas . Queres resgatar a verdadeira essência humana de homem e de mulher. O que pensam os nossos companheiros de blog?

Pois meu desejo é que cada vez mais pessoas se disponham a colocar o mundo de cabeça para cima.

Saludos
Gilberto

domingo, 14 de agosto de 2011

The World of Reality

Esta contribución era originalmente un comentario en respuesta a Gilberto, que comentó a su vez mi postagem anterior. Luego se hizo muy largo así que creí más conveniente ponerlo aquí.
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Estimado Gilberto: gracias por tu comentario y la posibilidad de seguir reflexionando sobre este tema.

Cuando aún estaba en la universidad, tuve un profesor que nos hablaba del “world of reality” (la materia era Lengua Inglesa IV), el “mundo real”. Su materia era una de las últimas de la carrera y todo el tiempo intentaba hacernos ver que una cosa era lo que pasaba en el ámbito académico y otra muy distinta la que se podía experimentar fuera de él, decía que la vida comenzaba cuando uno salía de la academia.

Tu observación es muy cierta, pero temo que en mi experiencia particular y en la observación del mundo que me rodea lo que señalás no se condice con el “world of reality”. Ejemplos de lo que decís hay, algunos. Podemos mencionar al profesor Kikuchi y doña Bernardette, creo que Jamie Oliver y su mujer podrían ser otro ejemplo pero no me arriesgaría a asegurarlo porque no sé mucho de ellos. Pero no puedo contar muchos más, quizás mi amiga Sofía y su marido. Fuera de estos casos aislados, en la vida real, la de todos los días, mi vida personal, la de mis amigos y amigas, la de mis alumnos y alumnas, en la vida de mis clientes, la situación es muy diferente.

Voy a explayarme sobre 4 aspectos particulares del ser mujer que me preocupan en estos momentos: la capacidad de formar pareja, la de tener hijos, la de desarrollarse profesionalmente y la de cocinar. Pero no quiero teorizar sino hablar de experiencias; de vidas de verdad, no de ideas. Sobre 16 mujeres que conozco bien (mayormente amigas y familiares cercanas) y dentro de las que me incluyo, que tienen un promedio de 35 años:

• Nueve tienen pareja, 7 no. Las que están en pareja, tiene un promedio de 5 años de relación. Una de ellas tiene una relación homosexual. Entre las que no están en pareja, hay 2 divorciadas y 5 solteras, algunas “ex-convivientes”.

• Sólo 4 de estas mujeres tienen hijos. De las demás, 1 no los desea y 5 no los desean aún. De las otras 6 (repito: SEIS): cuatro podrían tener dificultades para quedar embarazadas y 2 NO PUEDEN tener hijos.

• De estas 16 mujeres, 10 tienen una carrera profesional sólida y bien desarrollada. Algunas de ellas, incluso tienen dos profesiones. Del resto, 3 tienen tibiamente desarrolladas sus carreras y las otras 3 aún están buscando qué hacer de sus vidas en este aspecto.

• Dos de estas mujeres no cocinan, 13 de ellas cocinan entre poco y medio, y sólo una (adivinen quién) cocina mucho. De las que cocinan entre poco y medio, 9 de ellas desearían poder cocinar más.

¿Qué dice esta estadística casera de la realidad a mi alrededor? Definitivamente no dice lo suficiente. Pero, sin ánimo de ofender, dice mucho más que “detrás de un gran hombre hay una gran mujer”. Creo que estudiar está bien, aprender de los grandes maestros es importante pero el estudio, la educación vitalicia, tiene que ser de por vida pero también tiene que ser educación vital: educación para la vida. Y yo lo que aprendí de Ohsawa, Kushi, Kikuchi, Jack, Aihara y los demás es que hay algo que está muy mal, hay un rumbo que hemos extraviado y que es imperativo recuperar.

Mi angustia y mi preocupación al encontrarme con estos dos hombres que están cuidando de sus hijos y de los hijos del mundo es porque las mujeres no estamos “adentro” haciendo lo propio. Quizás la mujer de Oliver, que dejó su carrera para cuidar de sus 4 hijos, quizás ella sí lo esté haciendo. Siempre temo hablar de esto porque estamos en una sociedad machista, como decís. Corro el riesgo de ser considerada machista por esto, lo sé. Pero mi planteo va por otro lado, completamente. Creo que en el mundo real, el de las mujeres que son mis amigas, mis cuñadas, mis vecinas, mis alumnas, mis clientas, en ese mundo hay algo que se desordenó.

Fijate qué desordenado está todo que yo, que soy mujer, soy la que estoy reclamando más realidad material, más mundo, más tierra, más Yang; soy yo, siendo mujer, la que no quiere "quedarse en el aire", en la expansión, en el Ying... Algo necesita reordenarse.

Volviendo a mis mujeres ejemplo, de las 4 mujeres que tienen hijos 2 de ellas están dedicadas tiempo completo a sus hijos (son 2 de las 3 que tienen desarrollada su carrera tímidamente, vaya coincidencia). Las otras 2 tienen dedicación parcial a sus hijos, una de ellas porque tiene hijos adolescentes que ya hacen una vida semi-independiente y la otra, que tiene hijos muy pequeños, porque está divorciada y debe trabajar más de lo que desearía para mantenerse y mantenerlos, y sufre mucho por esto. Una de las cosas que desería es tener más tiempo para cocinarles a sus hijos. La totalidad de las mujeres que no pueden tener hijos, los desean. Muchísimo.

Parafraseando a Ricardo, si se desordenó la buena noticia es que se puede volver a ordenar. Celebro esa oportunidad. Pero creo que para que esa oportunidad exista tenemos que sacarnos el velo del ideal (el mundo de las ideas de Platón, si se quiere) que leemos en los libros y comenzar a bajar esa información al llano del mundo que nos rodea. Creo que sólo así podremos producir algún cambio.

Gilberto, nuevamente gracias por permitirme profundizar en este tema y gracias también por el esfuerzo de escribir tu comentario en español.


sábado, 13 de agosto de 2011

Solidariedade na mesa?


     O homem vem tratando os animais como meras máquinas, onde eles os alimentam e tiram deles tudo que podem produzir, e depois de passar a vida “trabalhando” para esse outro animal “racional” seu corpo possa servir de alimento. Será que pelo fato deles não falarem: - Estou com dor! Não quero mais fazer isso! Estou cansado! Seja realmente que eles gostem dessa vida? Ok, esse pensamento está relacionado com a parte sentimental do caso... Então ta, vamos racionalizar.
     Primeiramente podemos falar dos impactos ambientais do ato de comer carne de animais. Afeta recurso hídricos, camada de ozônio, distribuição de renda e gera a fome.  A pecuária foi a principal responsável pelo desmatamento da Mata Atlântica, da Caatinga, do Cerrado, e está sendo da Amazônia. Como mais de 60% da população que está nessa área de criação é de animais voltados para esse fim, os recursos hídricos (lençóis freáticos e aqüíferos subterrâneos) ficam contaminados pelos medicamentos e hormônios usados nesses animais, sem falar nas fezes desses animais que são muito mais que a dos humanos, as bactérias e vírus desses estrumes na água do consumo humano. Produzir 1 Kg de carne de boi equivale ao uso de 15.000 litros de água, segundo a UNESCO. Enquanto para produzir 1 Kg de cereal precisa de 1.300 litros de água. Sem falar na água que esses animais precisam para ingerir diariamente. Tem países que não tem suporte mais para produzir essa carne, pelo déficit de água. E o Brasil, para variar, produz e ainda se sustenta dessa exportação, pelo fato dos custos ambientais não serem internalizados no consumo dessa carne. “A Amazônia está sendo comida, dia após dia”.
      As queimadas e desmatamentos para poder ter a pecuária nesses locais respondem hoje por duzentos milhões de toneladas anuais de liberação de dióxido de carbono. No processo de digestão dos bois, a flatulência e arroto desses animais geram a emissão de metano para atmosfera, gás esse que tem vinte vezes mais poder nocivo do que o dióxido de carbono.
     Setenta por cento do abastecimento alimentar no Brasil vem da agricultura familiar, porque o Brasil simplesmente foca sua agropecuária para a exportação, e muitos dos cereais que produz é para a alimentação desses animais. O certo seria alimentar primeiramente a população brasileira. E essa exportação não é convincente, pois um país desenvolvido que se preste não ia ficar exportando produtos primários, mas o Brasil vive disso e ainda com preços controlados pelos compradores. Será que podemos julgar esse nosso país como um lugar em desenvolvimento? Que insustentabilidade!
    Quem se alimenta dessa carne é só em média 20% da humanidade, e essas pessoas tem condição financeira para comer outra coisa. Enquanto isso, 1/3 da população mundial passa fome e toneladas de cereais produzidos vão para a manutenção desse gado. Se a área brasileira destinada a essa pratica fosse revertida para a agricultura aumentaria vinte vezes mais emprego e diminuiria o impacto ambiental.
  
     Aves:
    Os pintinhos da galinha já nascem em uma chocadeira artificial, com um ar cheio de formol (para que eles fiquem “amarelinhos”). Não conhecem suas mães nem tão pouco têm o direito de receber o carinho delas. São manuseados e tratados como coisas, os que não estão perfeitos (nascem sem bico, com mais patas, ou deformados...) vão ser triturados e servir para alimentos derivados (chicken nuggets, por exemplo). Ao crescerem, as galinhas, funcionam como máquinas, comendo de um lado e pondo ovos do outro. Há também a ocorrência de desespero tão grande, que elas acabam fazendo o canibalismo, sendo assim ao crescerem já são cortadas deles seus bicos. Fora a perda do direito delas de escolherem seus próprios alimentos, e os comerem da forma e na hora que quiserem. Para não adoecerem (pelo estresse) são colocados nas rações delas antibióticos, e quanto mais antibióticos elas tomam mais vão criando resistência a eles e precisando de cada vez mais, ficando assim muito mudadas. Além do hormônio em excesso que elas tomam para estimular a ovulação. Isso tudo vai para o corpo humano, por conseqüência.
    Bovinos:
    Um mamífero como nós.  A vaca como a mulher só produz leite porque gerou um filhotinho, e para que se possa consumir esse leite ela tem que ficar constantemente grávida e seus bezerros são mantidos longe dela para não mamar e gastar esse leite. Elas são estimuladas para produzir dez vezes mais leite do que o normal, e isso as fazem ter dores e inflamações nas tetas. Os bezerros machos por não terem valor comercial por não procriar nem por leite, são então comprados para produzir a carne de vitela, o famoso Baby-beef. Ficam então em lugares escuros, amarrados em correntes para não se movimentarem e criarem músculos. Essa carne é branca, pelo fato deles ficarem anêmicos. Suas mães (depois de trabalharem a vida toda) e pais vão para o abate, tomam choques para ficarem quietos, depois recebem na cabeça uma pistola pneumática que dá um abalo no cérebro, que serve para insensibilizar e depois de um minuto no máximo eles têm que serem sangrados para que a circulação não pare e eles acabem morrendo e enrijecendo a carne. Momentos antes do abate ao ver seus similares morrendo eles entram num processo de midríase, ou seja, ficam com a pupila dilatada e descarregam na circulação uma serie de substâncias tóxicas para o corpo humano no processo de medo e stress. Provavelmente estão com taquicardia, pressão alta e vasoconstricção periférica. As partes mais macias e apreciadas do corpo deles vão ser cortadas, e os órgãos menos visados são muídos e viram a “carne moída” e o hambúrguer.
     Suínos:
    São animais sensíveis, inteligentes, brincalhões, afetivos, curiosos, sendo uma ótima companhia. E por serem criados em cativeiro não conseguem manifestar suas características, pois as etapas da sua vida são manipuladas e a maioria das vezes se tornam animais estressados e deprimidos. As porcas mães ficam presas em celas e separadas de seus filhos, os vendo apenas na hora de amamentá – los. Os leitõezinhos são castrados logo cedo pra que possam engordar mais. E depois todos vão para o abate passando por processos parecidos com o dos bois.
     Esse costume de comer carnes era do tempo do homem das cavernas onde eles sobreviviam instintivamente comendo tudo aquilo que estava na frente deles e que eles achavam ser comestível. Depois de tantos séculos de evolução o homem continua se nutrindo da mesma forma, só que agora industrializando, comendo embutidos e enlatados. Agora também a crueldade é mais fútil e sofisticada, além de frango, boi, porco, peixes, tem o carneiro, o avestruz, o búfalo e tantos outros. Não precisamos comer nenhuma dessas carnes para ter saúde. Também se foi detectado que não há histórico de animais herbívoros e frutívoros com índice de câncer. Dá mesma forma que a nossa carne quando morremos participa de um processo de decomposição, a carne desses animais também... Imagine então que essa carne pode putefrar dentro do nosso corpo. Essa nutrição convencional está muito enganada. A carne não nutre, ela é indigesta, pois fica muito tempo no estômago e no intestino. Aí muitos nutricionistas tradicionais dizem que a proteína animal é ótima para a demora do esvaziamento gástrico, pois ajuda a pessoa a sentir menos fome e diminui a absorção de carboidrato.  Lógico, se o corpo está tendo que digerir um pedaço de tecido animal, cheio de células e mega proteínas, como é que ele ia fazer isso rápido? Uns cientistas Norte Americanos publicaram essa semana que o leite bovino ajuda na diminuição da TPM, por causa do cálcio nele presente, e incentivaram as mulheres que estão nessa fase a comerem mais leite de vaca... Acho que eles não conhecem o oceano, nem tão pouco o cálcio das algas marinhas. Algumas pessoas questionam que a fruta e a verdura têm agrotóxicas, mas a gordura saturada da carne consegue absorver muito mais essas toxinas. E muitas pessoas perguntam como que sem carne, vão obter proteínas? Os bois, por exemplo, não comem carne e têm proteína, e muita. O ser humano com muito menos do peso dos bois, comendo vegetais protéicos não vão conseguir obter? Os orangotangos comem frutas e são fortíssimos. A ignorância, a indústria, a mídia e os médicos interessados em cirurgias deturpam a multidão.
      Cadê o uso do “pensar “  humano? Ainda existem sentimentos? Que exercício de poder é esse? Esses animais são realmente máquinas? Será que eles agem só por extinto e por isso se pode fazer com eles o que se bem quer? Isso nos faz lembrar da época da escravidão, onde se era admitido que os escravos não tinham alma para se poder fazer uso do poder.
      Como que o homem quer se solidarizar sem começar a olhar ao seu redor e ver suas atitudes? "Enquanto o homem continuar a ser o destruidor dos seres animados dos planos inferiores, não conhecerá a saúde nem a paz. Enquanto os homens massacrarem os animais, eles se matarão uns aos outros. Aquele que semeia a morte e o sofrimento não pode colher a alegria e o amor."
      Poderíamos começar a exercitar a paz e a solidariedade em um ato que fazemos três vezes ou mais por dia: a alimentação.  “Para os animais não importa o que sentimos ou que pensamos, importa o que fazemos.”

     Texto feito com base em informações retiradas do documentário: “A carne é fraca”. 
      
     Priscilla Icó.

Dos hombres

En los últimos 10 días me reencontré con dos hombres que, a mí criterio, están haciendo historia.

Gracias a una amiga que me comentó acerca de un experimiento con chicken nuggets, recordé a Jamie Oliver. Jamie es un cocinero inglés joven y su misión es sencilla: enseñar a los niños a que coman mejor. En este momento, en el que mis esfuerzos más grandes están orientados a que vuelva a haber olores, sonidos y vida en la cocina, encontrar a un hombre que se esté ocupando de provocar la revolución en la que tan fervientemente creo, fue maravilloso.


Por otro lado, hoy vi de reojo al pasar por un quiosco de diarios a Sportacus, el superhéroe de Lazy Town. Este personaje, creado e interpretado por Magnús Scheving también tiene un objetivo noble y sencillo: que los niños lleven una vida más saludable. Su foco está principalmente en el deporte y el movimiento pero incorpora también la alimentación.

La paradoja de estos encuentros es que, si bien me resultan inspiradores y reconfortantes, también me perturban. La perturbación tiene que ver con el hecho de que estos movimientos (y lo digo al altísimo riesgo de ser malinterpretada) estén siendo liderados por hombres. Me angustia y me desconcierta que las mujeres no estemos participando de estas propuestas.

¿Qué nos pasó? ¿Qué nos pasó para que no estemos ocupándonos de nuestros hijos, de nuestras familias? ¿Qué nos pasó que nos ocupamos tan mal de nosotras mismas? ¿Qué cuento chino nos creímos? ¿Qué alimentar a nuestras familias era un trabajo "menor"?

Hoy pensar en esto me entristece profundamente.






quarta-feira, 10 de agosto de 2011

terça-feira, 9 de agosto de 2011

LIBERDADE , LIBERDADE , LIBERDADE




Prezados companheiros de seminário e de processo educativo, agradeço a disponibilidade destes encontros virtuais com a oportunidade transformadora de trocar dúvidas, esperanças, saberes e completar lacunas pelas experiências de cada um. Este é um texto que escrevi no início do blog, mas não soube postar. As coisas andam tão rápidas que posso estar desatualizada e ainda assim disposta, já que palavras fortes estão sempre a marcar na mente, buscando aplicação útil em nossa vida.
Voltei de Mairiporã como sempre acontece, cheia de imagens e muito para pensar. Comprometida com a aplicação individual / solidária do critério educativo, procurando dar utilidade às orientações percebidas nas palavras do professor/professora, confirmando entusiasmada a alavanca viva que o seminário representa em todas as oportunidades que oferece.
Uma palavra entre muitas foi a que muito marcou: liberdade.
Ronda a mente, exige respostas, define experiência e comportamentos. Ouvi nos diálogos mantidos e nos espaços concedidos frases de sentido, que associo ao tema, e a busca consciente/inconsciente, de uma realidade libertadora. Já perdidas no ar, mantidas no eco, foram algumas:
“... é casei, mas isso não vai dar certo.”
“... comprei um bem caro, agora tenho que pagar.”
“... preciso sair, tomar um café, comer um doce.”
“... a situação da Europa a mim não atinge.”
“... passamos a entender a morte de uma forma diferente.”
“... eu só gosto da comida, a palavra não me sensibiliza.”
“... minha auto-educação é meu foco.”
“... uma rotina interminável de cozinhar e servir.”
“... pedras que rolam não criam limo.”
“... devo a Deus minha vinda aqui.”
“... este é o nosso critério.”
Então fico relacionando minhas ultimas reflexões sobre liberdade, que contribuíram na roda de mulheres, são presentes no meu imaginário educativo e divido com vocês.
Um mestre tibetano, que aprecio ler sem compromisso com o budismo, oferece uma chave para atingir a liberdade absoluta. Orienta o mestre que para conquistar a liberdade temos que nos livrar dos venenos da mente que prejudicam nossos relacionamentos (internos/ externos). São eles: a ignorância, o apego, o desejo, a aversão, a inveja e o orgulho. Cada uma destas palavras tem um desdobramento de possibilidades que nos confrontam com nossas precariedades, valores, aspirações. E aqui um embate, pois confirmamos uma busca paradoxal, útil para auto-reflexão transformadora, mas exercício para uma liberdade relativa. São porções dialéticas, desafios educativos individuais e solidários, que perderão a forma/função se nos levarem à felicidade da liberdade absoluta. Mas se soubermos utilizar cada palavra, atualizando nosso critério educativo, que tudo inclui e renova, qualificamos vontade, sentimento e mentalidade. Um ensinamento tradicional servindo à emergência de educar, vitalizando, polindo a personalidade, integralizando.
Na potência aplicada da palavra útil uma alavanca para liberdade, em cada frase a possibilidade transformadora de realidades caóticas e inspiração que alimenta. Integrando à experiência de lapidação individual o compromisso educativo com a liberdade para todos, superando modos individualistas, construímos um novo estilo possível de relacionamento para todas as esferas da vida.
E por aí vai juntando recursos, minha mente pensante/imaginatória, meu potencial auto-reflexivo libertador, que me integra num pouco de vós.
Possa eu dizer, ouvir, compreender, reconhecendo limites da minha liberdade elástica.
Para Mercedes e quem quiser aproveitar.
A alga Nori utilizada para fazer sushi tem dois lados. Como num tecido delicado um lado é o avesso, mais áspero e o outro é liso. Basta levantar a folha de alga contra a luz e ver esta diferença. O lado liso apoiamos sobre o sudari e no lado áspero colocamos o arroz. Como diz Dona Bernadete, dialogando vamos percebendo né .
MarisaG.


Texto de Marisa

ESCREVER PARA QUE E PARA QUEM.

Para quem gosta de estar exercitando a sua memória e a sua imaginação , este blog , pelo memos para mim, esta sendo ótimo.
Então vamos colocar mais alguns ingredientes nestas reflexões .Sabe que eu pessoalmente me ponho muitas vezes a ler o que escrevi e me pregunto : Será que isto serve para alguém? Nós somos seres criadores e buscadores de significado . Tudo o que meus companheiros de blog escreveram até aqui foi muito proveitoso , pois todos colocaram elementos novos , ou relembraram coisas que eu não estava levando em consideração . Todos nós estamos aqui a expor um pouco da forma como pensamos e como temos nos comportado perante a vida. Estou achando muito legal e gostaria que todos manifestassem seus pontos de vistas , ou planos como diz o Luis Marcelo.
Todos nós aqui , temos algum nível de identidade. Porém pergunto : Como nos identificarmos com quem não se identifica conosco.? Como ampliar o que planejamos para nós , individualmente , tornando mais abranjente nossos planos? Como LEGITIMAR nossos planos ? O Luis Marcelo quando fala do exemplo , me mostra um caminho . Mas isto o torna abrangente ?? Ou vamos ficar entre nós e esquecemos esta história de abrangência? Estas perguntas as faço para mim mesmo. Vou parar por aqui e tentar responde-las da forma como as vejo . Evidentemente aqui neste blog existem companheiros com diferentes níveis de compreensão deste critério educativo e também diferentes olhares da realidade . Por isto, entendo eu, ser importante que todos coloquem seus diferentes planos e pontos de vista para ampliarmos este debate. Eu entendo que é fundamental nos colocarmos como seres ENGAJADOS. A abrangência será muito mais uma necessidade do outro do que de mim mesmo. É no entanto uma decorrência de meu engajamento. A legitimação dos nossos planos é decorrência de uma efetiva necessidade social dos mesmos; por isto creio que é fundamental estarmos engajados.E temos que estar atentos para que nossos planos e atos sejam efetivamente de utilidade partindo de nós mesmos e ampliando para o conjunto maior de toda população . Engajamento no sentido de pôr-se a serviço de uma idéia,de uma causa, de uma coisa . Empenhar-se numa dada atividade.
Uma entendimento que tem se cristalizado na minha existência é a de exercer minha MISSÃO, o papel que me cabe nesta existência. Como fazer a combustão completa da minha vida , como diz o prof. Kikuchi. E tenho tido a clareza que esta combustão será resultado de viver intensamente tudo isto que estamos nós a propor neste blog. E como vocês querem fazer a combustão da vida de cada um???
ATÉ SEMPRE

domingo, 7 de agosto de 2011

Felicidade

Acabei trazendo para nossa conversa, que pelo menos para mim tem sido estimulante, e saborosa como as palavras da última postagem de Mercedes, o tema da felicidade.
Parafraseando a poetisa brasileira Cecília Meireles:
Felicidade é palavra que não há quem possa explicar /
E não há quem não entenda.
Que belo paradoxo, diante desse desafio.
Invoco a felicidade para que faça parte de nosso debate, porque vejo a autoeducação vitalícia bem longe de qualquer risco de confundir-se com um hedonismo, mas pelo outro lado, por vezes próxima de uma prática ascética que corre o risco de ser interpretada pela tradição cristã na qual estamos mergulhados, como um preceito moral ao qual devemos nos converter.
Acredito não ser esta a posição do Prof. Kikuchi, o qual já ouvi criticar o M. Kushi por ter aproximado a macrobiótica de uma religião.
A grandeza da autoeducação vitalícia está no livre pensamento, e não no dogma, está na pluralidade e na multiplicidade de possibilidades e não na doutrina a ser seguida.
Isto permite pensar a felicidade como uma produção desejante única para cada um, seja com mais planejamento, ou seja de forma mais caótica.
Felicidade como realização estética da produção de si mesmo, produção de si para si e para os outros, com seus inumeráveis treinamentos, infindáveis encantamentos e aprendizados, a partir do cuidado de si e dos outros, e não do conhece-te a ti mesmo, pois não se trata de conhecimento de si, mas de criação de si, sendo cada um uma completa invenção de si mesmo.

Por ejemplo

"Si tenés un mensaje para dar, quedate tranquila: ya lo estás dando."
AMI, en sesión.

Insisto: para mí la incorporación del tercer elemento fue revelador. Es una concepción tan natural, tan orgánica que no hizo falta ningún esfuerzo para integrarla a lo que ya tenía.
Me pregunto entonces cuál es el lugar del caos en todo lo que venimos conversando. Hago una confesión: a mí planear me sale muy bien. Demasiado bien. Tan bien que tuve que desaprender a planear. En mi experiencia, la planificación empezó a resultar limitante, una zona de comfort que no me permitía descubrir (cubrir ni redescubrir) cosas nuevas. Ahora creo que la disponibilidad para dejarse sorprender y la flexibilidad para recibir lo que el afuera nos ofrece son valores. Planificar solía producirme demasiadas frustraciones. La mayoría de las veces las cosas no salen como una espera. A veces salen mejor. La vida es maravillosa en ese sentido.
A mí me gusta decir que practico macrobiótica. Noto que la práctica y el entrenamiento están presentes en muchas cosas que hago: práctica de yoga, entrenamiento actoral y de clown, hice prácticas docentes antes de graduarme, me sumerjo en la práctica culinaria todos los días... y descubro que la práctica y el entrenamiento son actitudes. Necesito practicar y entrenar habilidades, especialmente aquellas que no domino, que no controlo, que desconozco (que no conozco ni reconozco). Para practicar tengo que reconocerme novata, inexperta. Para practicar tengo que recuperar la inocencia: mirar las cosas y las personas del mundo como la primera vez, tengo que volver a recibirlas. Y la práctica contempla, contiene y agradece el error.
El prof. Kikuchi me dijo durante la orientación "Kushi está obsesionado con el equilibrio". Yo creo que muchos de nosotros lo estamos. Tenemos la ilusión de que algo quede fijo, de poder contar con algo, de hacer base en algún lado aún cuando nos resuena que "lo único que no cambia es que todo cambia".
Hago otra confesión: me preocupa haber conocido unas cuantas personas en el camino macrobiótico con una tendencia muy marcada hacia la rigidez, la intolerancia, la inflexibilidad. Me pregunto el porqué.
En lo personal, mi búsqueda tiene que ver con el caos, amigarme con el desequilibrio, la tierra media que existe entre el equilibrio y el reequilibrio. No sé si eso le sirve como ejemplo a alguien más. Para mí esa búsqueda es la felicidad.
Gracias.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

PLANEJANDO

Planejar tem origem na palavra PLANO. Planejar é fazer um plano. Em matemática (cuja ciência é tida por Arquimedes de Siracusa como "a mais alta das ciências, o mais alto dom que Deus deu aos seres humanos") para se ter um plano são necessários no mínimo 3 pontos não colineares interligados que formam o triângulo, que é o plano mínimo em matemática. Isto é, sem estes 3 pontos não existe a possibilidade de existir o plano. Em nossa vida, a base de nossa existência, o alicerce de nossa existência, é o corpo físico que temos. E para existir este corpo físico faz-se necessário existir um plano, faz-se necessário existir um planejamento, diário, semanal, mensal, anual. E este plano físico, este planejamento físico, é o que temos aprendido a respeito da culinária ternária na escola de educação vitalícia, a qual conheço e estou cotidianamente reconhecendo fazem 21 anos e na qual participei solidariamente e educativamente (morei na Escola Musso/Satori) por 7 anos. Culinária ternária aprendi como sendo uma culinária que tem 3 partes bem distintas (3 pontos não colineares), que são: (1) seleção e aquisição dos ingredientes do prato a ser feito, (2) preparação criteriosa destes ingredientes e (3) ingestão, mastigação, digestão e assimilação dos pratos feitos, lembrando que a mastigação integral consiste não apenas da mastigação bucal, mas também da mastigação do corpo inteiro que se traduz por movimentação física diária. Conseguindo realizar estas 3 partes cotidianamente, consegue-se então ter o planejamento físico diário realizado. Mas falhando em uma ou mais destas 3 partes, a matemática nos prova não ser possível, então, obter o plano. Com apenas um ou dois pontos é impossível obter um plano, são necessários os 3 pontos para a consecução do plano, consecução do planejamento. Por isso, na aplicação diária do critério vitalício, ao menos a nível culinário, que é o nível básico, é preciso estarmos sempre atentos a esta realidade ternária, estarmos sempre atentos a este triângulo básico formado por estas 3 etapas fundamentais de nossa culinária. Se observarmos criteriosamente a sociedade atual, constataremos que a causa principal de os seres humanos atuais estarem com o corpo físico em péssimo estado, profundamente doentes, é com certeza o fato de a culinária humana atual estar falhando em um ou mais pontos que mencionei anteriormente. Acredito eu que, diante desta situação de relativa tragédia em nossa sociedade humana, tragédia esta que é visível em todo o mundo, em todos os lugares, acredito que cabe a nós que temos certo conhecimento (e reconhecimento) de causa, termos a responsabilidade de aplicarmos cotidianamente em nossas vidas a culinária ternária salvadora que estamos aprendendo na escola de educação vitalícia, para que assim possamos estar relativamente íntegros para nós mesmos e também para servirmos de exemplo para os que de nós se aproximarem com interesse de também aprender esta arte tão fundamental e tão necessária para os dias atuais. Na Escola Musso aprendemos que a palavra é a alavanca mais poderosa que existe. Assim sendo, estou me utilizando de palavras neste blog que foi feito com o intuito de interligar as pessoas difundindo este conhecimento tão precioso, e lembrando algo que o professor Kikuchi sempre diz: "Um exemplo vale mais do que mil palavras". Assim sendo, então, o nosso exemplo pessoal é mais do que mil vezes mais poderoso do que a palavra que já é a alavanca mais poderosa que existe. Fica assim provado, por A mais B mais C, o tamanho da responsabilidade que é mantermos e aperfeiçoarmos o nosso exemplo pessoal para nós próprios e também para os que estão a nosso redor, pois é este nosso exemplo pessoal que vai funcionar como uma alavanca no sentido de sensibilizar os que estão a nosso redor para a possibilidade deles mesmos também teorizarem e praticarem o que temos teorizado e praticado, no que diz respeito à educação vitalícia. É claro que além do nível físico individual, também existem outros níveis (conjugal, familiar, comunitário...), mas tal e qual aprendi lá na Escola Musso, se de início já errarmos o primeiro número de um telefone num telefonema, com certeza a ligação não vai dar certo. E em nossa existência o primeiro nível, o primeiro "número a ser discado" é o nível fisiológico individual, em cujo nível, nestes 21 anos de educação vitalícia, é onde observei que muitas pessoas se descontrolaram e por isso até perderam suas vidas porque, com certeza, falharam no planejamento diário de suas refeições. Se cada um comentar as postagens, teremos mais pontos de vistas, e então poderemos obter mais coisas além de um ponto, podendo chegarmos a uma reta (que é formada a partir de dois pontos diferentes; dois pontos de vista), ou então um plano, ou até melhores formações ainda, formada com mais pontos de vista. O blog está aqui para isso. Vivaoexemplo !!!

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Duvidando

Quero compartilhar com vocês que esse tem sido um espaço de trocas muito estimulante para mim. E as últimas postagens do Gilberto e Mercedes me fizeram pensar em muitas coisas, entre elas:
Que se podemos pensar um movimento que dos pensamentos leva às palavras, destas às ações, à personalidade, ao destino; também podemos pensar esses fluxos em outras direções. As palavras levam aos pensamentos, e aí reside a milenar magia das histórias, e da leitura. As ações levam às palavras, Piaget, por exemplo, ressalta que desde a primeira infância, as ações conduzem ao aprendizado das palavras e dos pensamentos, a experimentação motora, o agir comunicativo, é gerador de possibilidades de pensamentos e palavras. Então, precisamos pensar para agir, mas também precisamos agir para pensar, alguns pensamentos só se tornam possíveis a partir de certas ações, todos nós já experimentamos isso tantas vezes. Isso também lembra o velho tema da Práxis. Se ficamos pensando, e não agimos, podemos fazer uma bela teoria, mas vai faltar a prática; se agimos intensamente, sem reflexão, podemos ser meros executores, tarefistas, irrefletidos, sem consistência. E qual é o principal? qual é o secundário?
Para responder essa pergunta, precisamos de outra, que é o Quando?
Quando agir é o principal e quando agir é o secundário. Isto introduz a temporalidade, a oportunidade, a ocasião, que os gregos chamavam de kairòs. Em certo momento, pensar pode ser principal e agir pode ser secundário. Não tem uma regra fixa, válida para a vida, como se ela fosse um bloco homogêneo. Em dadas circunstâncias, por exemplo, estou acidentado, acamado, atropelado, dependência pode até ser principal e independência secundário.
Também cozinhar como um agir revolucionário, um devir revolucionário, traz o tema do kairòs, porque nos remete à micropolítica e à revolução molecular, e esse parece ser o tempo de sua principalidade.

domingo, 31 de julho de 2011

INTERINDEPENDÊNCIA

É interessante estarmos a construir este espaço solidário. Nos coloca em contato com outras compreensões , outras iniciativas , e a partir deste mútuo relacionamento lapidamos nossos entendimentos.
A partir da postagem de Mercedes me veio a reflexão sobre a interindependência.O prof. Kikuchi nos coloca nos seus ensinamentos que a realidade não existe em si. Ela é uma projeção da linguaguem ,ou seja das palavras que expressamos. O critério que apreendemos na Escola Musso entende a realidade como uma projeção da linguaguem .Existe evidentemente uma natureza selvagem que se manifesta independente de nós ; as árvores , os rios , as montanhas , os animais selvagens(os domesticados já são resultado das nossas palavras),no entanto o que de concreto esta ai , toda criação humana é resultado da linguaguem .
E agora ?? Como interpretar então o que nossos olhos veem ??? Paulo Freire ,grande educador brasileiro, dizia que antes de aprendermos a ler as palavras , devemos aprender a ler o mundo. Entendo que não devemos negar nada , há a necessidade de incluir tudo . Como diz prof. Kikuchi , tudo é útil para quem sabe utilizar. Tudo é criação nossa - dependência, independência , interdependência, interindependência. Não é razoável defender unilateralmente nenhuma delas. Vamos nos reportar novamente aos ensinamentos do prof. Kikuchi, onde ele nos fala que temos que aprender a principalizar e complementalizar. O que é principal: Dependência ou Independência? Tentando ler o mundo vejo que a maioria esta manipulada , condicionada dependentemente pela sociedade capitalista/consumista.Podemos viver sem a farmácia, sem o supermercado ,sem o hospital , sem o governo , sem o que produz a indústria ...... e ai vai numa lista infindável de dependências. Todos temos alguma necessidade dependente do sistema , não há como negar. Porém o principal é a independência. 80% vamos dizer , 20% seria a dependência complementarmente.O treinamento independente reforça nossa individualidade.E como reforçar nossa solidariedade ?? Creio que seja pela INTERINDEPENDÊNCIA. Ou seja interligando minha independência com a independência de todos vocês que estão lendo este texto; dai estaremos estabelecendo entre nós uma interindependência . O que pensam vocês e principalmente Mercedes que me inspirou a escrever esta reflexão?
Diz um poema :

Preste atencão nos teus pensamentos ,pois eles se tornarão palavras.

Preste atenção nas tuas palavras , pois elas se tornarão ações.

Preste atenção nas tuas ações , pois elas se tornarão hábitos.

Preste atenção nos teus hábitos, pois eles formarão a tua personalidade .

Preste atenção na tua personalidade pois ela determinará o teu destino.

Até sempre Gilberto

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Agrofarmácia Viva Solidária





Dando andamento ao projeto deste blog ser um espaço para compartilharmos também nossas experiências práticas, trago aqui algumas fotos do espaço solidário que estamos construindo no bairro Pasárgada, onde moramos, próximo de Belo Horizonte/MG.
A idéia é associar uma horta orgânica e uma farmácia viva, produzindo alimentos, ervas e plantas medicinais comunitariamente, para o uso coletivo.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Solidaridad mutua

Se você quiser traduzir, copie o texto aqui

Otro trío

Mi participación en el seminario fue transformadora. Yo pensaba la práctica macrobiótica desde los opuestos: Yin-Yang, ácido-alcalino, expansión-contracción, mujer-hombre. La incorporación del tercero que estimula era necesaria, pero no veía la manera de combinarlo con lo que ya tenía. De alguna forma eso sucedió naturalmente, sin esfuerzo, durante el seminario.

Hace unos días que estoy pensando en el tema de la solidaridad y cómo puede entrar en conflicto con la independencia; que es, a mí entender, otro de los grandes temas y uno que me resulta particularmente significativo. La vida urbana nos seduce con una pseudo-independencia, nos insta a que seamos nosotros mismos, distintos de los demás, únicos. Y ésto para que todos terminemos comprando las mismas cosas, vistamos igual y nos guste la misma música. Pero por algún misterioso motivo, igual creemos que elegimos y que nuestras elecciones son autónomas.

La dependencia, por otro lado, la relaciono con el trabajo y el dinero. En español decimos "trabajo en relación de dependencia". Dependemos del sueldo, de nuestros jefes, de nuestros clientes, del propietario del departamento que alquilamos, de los productos que nos ofrece el supermercado, de la compañía de transporte que nos lleva al trabajo. Dependemos del dinero, pero también de otros que nos proveen (alimentos, ropa, entretenimiento) a cambio de ese dinero.

Por algún motivo, tendemos a considerar que la independencia es más deseable, que es un objetivo a alcanzar. Pero incluso no viviendo en centros urbanos, creo que la independencia es una utopía. Yo vivo sola y soy la única en mi círculo de afectos que practica macrobiótica. ¿Cómo se supone que elabore mi propio tofu, mi propio seitán, que cultive mis verduras, las lave, las corte y las cocine, luego lave los platos y los guarde para volver a empezar? ¿Cómo podría hacer todo esto de manera independiente, autónoma aún si no viviera en la ciudad? Entonces, ¿depender de otros no estaría tan mal? ¿Voy al supermercado y listo? ¿Que otro decida por mí?

Los extremos son malos - qué novedad. La independencia nos lleva a la autosuficiencia, el individualismo, y la arrogancia. La dependencia, a la esclavitud y la pereza. Busquemos la vía del medio.

Hace tiempo que adhiero a la idea de la interdependencia. Le doy clases de inglés a mi amiga profesora de yoga y ella me da yoga; tomo clases de teatro a cambio de viandas macrobióticas. Llevo un cocido a la casa de amigos y luego me traigo limones de su árbol.
Ahora elaboro mi propio seitán y busco a alguien que haga pan de masa madre, o tofu. Me parece que esa es la vía del medio, el tercero que motiva. Y no puedo dejar de notar que interdependencia es sinónimo de solidaridad mutua.

Hay por supuesto toda otra dimensión de este trío independencia-interdependencia-dependencia en relación al medio ambiente que sería muy interesante de abordar. ¿Quién toma la posta?

En la cocina
Luego de ver Food Inc., película que recomiendo con entusiasmo a los que no la hayan visto, retomé una idea recurrente y que se relaciona, contribuye y fortalece la intención de generar los dos movimientos simultáneos de solidaridad hacia el interior y hacia el exterior que discutía Ricardo en su aporte: la revolución está en la cocina.

Por eso, he abierto un nuevo espacio y los invito a visitarlo: Revolución en la Cocina. ¡Buen provecho!

Gracias, Gilberto, por los contactos.

domingo, 24 de julho de 2011

Solidariedade funcional sustentável


Penso que a proposta de criação deste blog busca estabelecer um espaço que classifico como de REDESCOBRIMENTO.
Hoje tudo está manipulado, forjado, engendrado, acobertado pelos interesses deste modelo vigente. Ou seja, é necessário descobrir o que a luta diária pela sobrevivência nos encobre. Somos seres gregários: A realidade a todo momento nos coloca a necessidade de sermos solidários. Pertencemos a uma grande teia da vida, em que atualmente a imposição deste modelo de sociedade de consumo atual, nos coloca como reprodutores de uma realidade que foge do nosso controle, pois tudo aqui está conformado para reproduzir o consumismo depredador desenfreado. Pensamos num outro mundo possível, que não é idealizado imaginatoriamente nas nossas cabeças, mas sim fruto do treinamento vital, do redescobrimento dos aspectos mais essenciais da natureza humana. E a descoberta desta essência que está encoberta, necessita ser redescoberta. Redescobrimento de cada indivíduo , da nossa individualidade , da boca pra dentro como diz o Ricardo, nos reconhecendo em nos mesmos, porém há que irmos além ,nos reconhecendo nos demais , em cada ser humano, esta é a solidariedade da boca para fora , que é sempre uma expansão da nossa individualidade . Este é o encaminhamento que penso devemos dar a todos que buscam esta interligação vital consigo mesmo e com a natureza. Entendo que nada pode ser construído sem a compreensão de que todo o processo de crescimento pessoal é resultado de uma busca incessante, conseqüente, que se conforma no resgate de todo conhecimento herdado no processo histórico de todas as gerações que nos antecederam e na nossa interligação com a natureza. Compreendendo o desenvolvimento dos seres humanos como resultado de uma relação integradora, tendo claro o papel que nos cabe como membros desta grande teia da vida.


Me encanta ver o entusiasmo de Mercedes. Te digo que tienes que tener ganas , pues seguramente vivimos una tendência desagregadora. Te passo algunos contatos de personas que tambien les gustarian de uma major interligacion . Son de Buenos Aires y uno de Mar Del Plata. Gerardo Caporossi (geracaporossi@yahoo.com.ar), Domingos Vesprini(dvesprini@uec.gov.ar), Oscar Farias (kabaur@yahoo.com.ar) , além de Mario Levenson que usted ya conece.
Gilberto Ballod


sábado, 23 de julho de 2011

Solidariedade da boca prá fora / Solidariedade da boca prá dentro

Saudações a quem tem coragem,
Talvez a autoeducação vitalícia seja a única escola a insistir na importância vital de se pensar uma solidariedade da boca prá dentro.
Outras tantas iniciativas louváveis e valiosíssimas, como por exemplo o "movimento por uma economia solidária, consumo consciente e comércio justo", pensam a solidariedade como essa cooperação mútua, como esse direcionar-se para fora de seus próprios interesses, como esse compromisso com a coletividade, com a comunidade, com o bem comum, com a justiça social, com a preservação ambiental.
E me parece que a postagem de Mercedes convoca para essa externalização necessária.
Um grande desafio é superar essa dicotomia, produzindo uma solidariedade estimulada nas duas direções, que não sendo antagônicas, possam produzir essa alavanca viva, que precisa mesmo de duas partes para se impulsionar.
Solidariedade só da boca prá fora, não vai funcionar; e só da boca prá dentro, também não.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

De la dificultad a la oportunidad

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Intro
Mi nombre es Mercedes Escardó y este año participé del Seminario de Invierno de la Escuela Musso por primera vez. De vuelta en mi casa en Buenos Aires, me encuentro con la enorme dificultad de seguir con la práctica y la motivación. La vida en la ciudad con sus horarios, presiones y contaminación se me presenta como un gran desafío. Lo que personalmente más me afecta es la atomización de la comunidad macrobiótica: que esté tan dispersa, tan encerrada, tan alejada de la solidaridad. Por eso, mi entusiasmo con esta iniciativa. Aquí va mi primer aporte.

Tres: el número mágico
Hasta ahora he oído hablar de la auto-educación, el auto-control, el auto-reconocimiento, la auto-transformación, etc. y también sobre la preocupación por una mayor fluidez en las comunicaciones inter-centros.
Adhiero. Desde mi regreso, me levanto temprano para hacer ritmopráctica y descubro que tiene el efecto del ginkgo biloba: ¡me surgen ideas y reflexiones sin parar durante toda la mañana! Entiendo que será pasajero. El objetivo es lograr "pies calientes y cabeza fría". Observo el efecto que tienen lo que consumo por las cuatro bocas e intento evitar aquello que me hace mal. Es decir, intento auto-educarme, auto-reconocerme.
También coincido con la necesidad de tender redes y comunicarnos. Me divierte la anología entre el bambú y su raíz y nuestras computadoras y la fibra óptica. Y aquí estoy, para solidarizarme.
Sin embargo, creo que falta un tercer ingrediente. El número tres que estimule, como dice el profesor Kikuchi. Y siento que ese tercer elemento es hacer un movimiento hacia afuera. Creo que el descubrimiento que hemos hecho es maravilloso por lo transformador y que, en este mundo tan en crisis que vivimos, una transformación es necesaria. Y por lo tanto, la difusión es nuestra responsabilidad.
Sé de comunidades macrobióticas que han intervenido en políticas públicas logrando, por ejemplo, que se eliminen las máquinas de venta de gaseosas y golosinas en los colegios. Otras que han trabajado en los comedores de cárceles logrando una disminución de la violencia a partir del cambio en la dieta.
Me motiva y me entusiasma pensar en trabajar para, en algún momento, hacer una contribución semejante. Me gustaría saber cuáles son las impresiones de esta comunidad al respecto.

En la cocina
Por último, quería compartir con Uds. mi almuerzo de hoy. Estoy tan maravillosamente nutrida por las enseñanzas de Doña Bernardette y las cocineras de la Escuela, que estoy paralizada. Miro mi cocina y no sé por dónde empezar. Tengo tanto para aprender, tanto para descubrir, tantos experimentos por hacer. ¡Es emocionante! Esto es lo que intenté con lo poquito que tenía en casa, luego de estar fuera 12 días.




La zanahoria condimentada con shoyu y el repollo con vinagre de arroz, resultaron una muy buena combinación. El seitán contribuía por su textura, pero no mucho por su sabor. El apio podría no haber estado. Hubiera sido bueno reemplazarlo por algún pickle. Por algún misterioso motivo, el arroz con nirá no tuvo la presencia que había anticipado. Volveré a intentarlo. La próxima vez, poniendo el alga nori del lado correcto: ¡por más que me esfuerzo, nunca logro recordar qué lado va hacia adentro!!! Muy práctica la presentación para comer por las calles de Buenos Aires entre clase y clase.

¡Salud!